Vitória do PT para a Câmara esquenta briga por cargos no governo
Muita gente reclama da indefinição na ocupação dos principais postos do governo, neste segundo mandato do presidente Lula, iniciado em 1º de janeiro. A imprensa lamentou bastante até mesmo a falta da tradicional foto do presidente com seus ministros. Mas quem, em sã consciência, pode tirar a razão de Lula em preferir “provar” se sua base de apoio é mesmo sólida para só depois “escolher” os componentes do governo?
Com razão, Lula preferiu adiar o anúncio do mais alto escalão do governo para depois das eleições na Câmara e Senado, ocorridas na última quinta-feira. No entanto, a acirrada disputa na Câmara fez com que o presidente optasse por deixar a poeira baixar antes de nomear os caciques. E como por aqui, o calendário real só funciona mesmo após o carnaval, Lula já disse que o anúncio do novo ministério deve ficar mesmo para o final de fevereiro.
Hoje, Lula reuniu-se com Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Renan Calheiros (PMDB-AL) para exigir responsabilidade dos partidos aliados. No Senado, tudo saiu como previsto, até para José Agripino (PFL-RN), que ao que tudo indica continuará líder, mesmo após ser derrotado. Lá, se ferido houver, é só o senador potiguar que contava com mais votos do que os que realmente teve. Já na Câmara, o clima pegou fogo e Lula terá que se passar por bombeiro para salvar sua base aliada.
Além do PMDB, cuja principal característica é incorporar todos os sentidos para o vocábulo partido, o PT, também dividido em pelo menos três ou quatro correntes concorrentes, o Pc do B e o PSB prometem dar muito trabalho ao presidente.
O sempre rachado PMDB:
“A ala do PMDB que apoiou a candidatura de Aldo Rebelo (PcdoB-SP) à presidência da Câmara decidiu se organizar de forma autônoma. A intenção é fazer um contraponto ao líder Henrique Eduardo Alves (RN) e contestar a interlocução institucional do presidente do PMDB, Michel Temer (SP). O grupo está apoiando a candidatura de Nelson Jobim para presidir o partido. A convenção ocorre em março.” Nota retirada da coluna de Ilimar Franco, em O Globo, desta segunda-feira.
Escrito por Maria Pereira às 14h59
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Especial para os eleitores da Paraíba:
No final da manhã de hoje foi lido e aprovado o relatório parcial da CPMI dos Sanguessugas. Dos 90 parlamentares citados nas investigações, 72 foram listados como culpados e 18 como inocentes. Os critérios para esta separação não foram suficientemente esclarecidos e continuam gerando polêmica.
Enquanto aguardamos a continuidade das investigações, destacamos aqui que a Paraíba é o estado nordestino com maior número de sanguessugas, segundo o referido relatório, disponível no site do Senado Federal: www.senado.gov.br
Os sete parlamentares eleitos pelo povo paraibano e que são acusados de manter “negócios” com os donos da Planam são:
Nome do parlamentar Partido Pág. do relatório
Dep.Benjamin Maranhão - PMDB_______264
Dep. Carlos Dunga - PTB ________278
Dep. Enivaldo Ribeiro - PP__________407
Dep. Marcondes Gadelha - PSB _________686
Sen. Ney Suassuna - PMDB________710
Dep. Wellington Roberto - PL __________896
Dep. Ricardo Rique - PL _________945
Escrito por Maria Pereira às 17h38
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Quem quer dinheiro?
É tanto dinheiro em circulação, que está faltando lugar para guardar. Na manhã de hoje (sexta-feira) foram encontrados R$ 2.800 em espécie, no gabinete do deputado federal Júnior Betão (PL-AC). O montante, descoberto por acaso pela equipe de limpeza, estava em três maços com notas de R$ 100, em cima de um armário do gabinete, que ocupa a sala 817, no 8º andar do anexo 4 da Câmara dos Deputados. Vander Rosa, chefe-de-gabinete do deputado e empresário, assumiu ser o dono da quantia. Ele e Betão estão entre os investigados pela CPI dos Sanguessugas, que sugavam verbas públicas destinas a compras de ambulâncias.
Segundo as denúncias, Rosa é apontado como a pessoa que teria recebido R$ 170 mil da quadrilha dos sanguessugas. o sogro do deputado, que tem um cargo no gabinete, também é citado como mais um beneficiado do esquema. O deputado Betão, nome completo: Edilberto Afonso de Moraes Junior, foi eleito pelo PPS e no ano passado trocou de legenda. Foi justamente para o PL, partido com grande atuação de deputados na máfia das ambulâncias. Por tudo isso, o dinheiro em espécie e à mostra é, no mínimo, estranho.
Rosa afirmou que estava sem a chave da gaveta e resolveu guardar o dinheiro entre os livros, no armário. Vai ver a gaveta já estava ocupada. A Polícia Legislativa foi acionada e quis saber a origem do dinheiro. Rosa explicou-se dizendo que o dinheiro seria usado para pagamento de suas contas pessoais. É possível, mas continua muito suspeito. Atenção população do Acre!
Escrito por Maria Pereira às 22h33
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O movimento social do campo e a ação direta
Nair Bicalho*
P or que o Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) fez uso da ação direta como instrumento de reivindicação de direitos? O quebra-quebra na entrada da Câmara Federal pelos dirigentes e militantes do MLST, no início de junho deste ano, causou um enorme impacto na opinião pública brasileira. Espaço de negociação dos interesses sociais e pressão de diferentes lobbies, o Congresso Nacional foi alvo de uma ação coletiva violenta pelos sem-terra, que se tornou motivo de forte crítica. Afinal, do que se trata?
Um olhar sobre as práticas tradicionais das massas desorganizadas do país mostra uma trajetória de quebras: desde explosões de protesto espontâneas, passando pela atuação de grupos mais ou menos organizados, até ações extremas de violência coletiva. Essa cultura da ação direta expressa a descrença das classes populares nas leis e instituições como instrumentos eficazes de combate às carências e injustiças, configurando um plano de cidadania restrita, em que as ações violentas, pautadas na contestação e na transgressão, expressam as demandas dos excluídos deste espaço de garantia da lei e do direito.
Uma primeira avaliação sobre a ação do MLST é que ela ocorreu após uma seqüência de tentativas frustradas em obter resposta para situações de insatisfação pessoal ou grupal. A posse do presidente Lula ampliou as expectativas em torno da reforma agrária por parte dos movimentos sociais, ao mesmo tempo em que presenciou maior articulação dos setores contrários às mudanças no modelo agrícola.
Aguardando medidas para uma reforma imediata, ampla e massiva, os movimentos sociais rurais tiveram que aceitar um plano nacional restrito, proposto pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. Ele previa até 2006 apenas 400 mil famílias assentadas ao invés de um milhão, como proposto no II Plano Nacional de Reforma Agrária. Além das metas definidas, o PNRA enfrenta ainda diferentes obstáculos de ordem financeira, administrativa, técnica e jurídica.
Por outro lado, a vivência cotidiana da violência contra os sem-terra é uma marca que os acompanha desde o início. Segundo a Comissão Pastoral da Terra, houve 34 mortes por conflitos fundiários no período 2001-2002 e 61 de 2003 a novembro de 2004. O aumento da tensão no campo é resultado, entre outros fatores, da lentidão do processo de implementação da reforma agrária, além do incremento das milícias financiadas por fazendeiros.
Essa situação de violência provocada por atores sociais que divergem político-ideologicamente dos movimentos sociais do campo encontra apoio no Poder Judiciário, cujas sentenças têm criminalizado as ações de ocupação de terra, desencadeadas como um instrumento para impulsionar o processo da reforma agrária.
Outro interlocutor importante da elite agrária é o Congresso Nacional, cuja Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Terra aprovou um relatório alternativo, indiciando dirigentes do MST pelos crimes de formação de quadrilha e extorsão, além de encaminhar dois projetos de lei: o primeiro transforma as invasões de terra, depredações e saques com fins políticos em crime hediondo; o segundo define como ato terrorista a ocupação de propriedades com finalidade de exercer pressão sobre o governo. Anteriormente, os parlamentares tinham aprovado a conversão em lei da Medida Provisória 232, que proíbe vistorias em terras ocupadas no prazo de dois anos.
Embora no atual governo os processos de negociação tenham se ampliado significativamente em relação à história recente, a violência que cerca a demanda dos trabalhadores por terra exige um ritmo mais ágil e eficaz de resposta às suas reivindicações. O ato do MLST no Congresso Nacional no dia 6 de junho foi a expressão de um conjunto de fatores que pressionam cotidianamente as condições de vida de milhares de miseráveis, cuja possibilidade de sobrevivência digna depende da proposta de inclusão social prometida no PNRA.
É dentro deste cenário da vivência individual e coletiva da humilhação, injustiça e violência cotidiana que deve ser pensada a ação direta praticada pelo MLST. Sem dúvida, do final dos anos 1970 a 1990, foi possível avançar na conquista de novos direitos por meio de inúmeras ações coletivas organizadas e/ou violentas, dependendo da natureza dos movimentos sociais que as desencadearam. Mas a longa espera da continuidade deste processo de conquista de direitos por parte das classes populares, interrompido nos anos 1990, mostra a urgência de os poderes públicos colocarem como prioridade da agenda social e política a implementação de políticas públicas capazes de efetivar direitos básicos de cidadania econômica, social e cultural. Se isso não for garantido a curto prazo, continuaremos a vivenciar atos de violência urbana e rural, como expressão da histórica dívida social não saldada pelos poderes públicos, ainda muito subordinados aos interesses das elites.
* Nair Bicalho é professora do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília (UnB) e coordenadora do Núcleo de Estudos para a Paz e os Direitos Humanos(NEP/Ceam).
Agência UnB
Escrito por Maria Pereira às 15h04
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Plano de serviço de telefonia fixa é 40% mais
barato
Confira quais são as primeiras 32 localidades
atendidas com o plano de nome estranho Aice
|
UF |
Localidade |
População |
|
AL |
Maceió |
756.560 |
|
AM |
Manaus |
1.463.623 |
|
BA |
Salvador |
2.324.607 |
|
CE |
Fortaleza |
2.183.778 |
|
DF |
Brasília |
2.322.444 |
|
GO |
Goiânia |
1.196.311 |
|
MA |
São Luís |
857.628 |
|
MG |
Belo Horizonte |
2.872.611 |
|
MG |
Uberlândia |
593.739 |
|
MG |
Contagem |
519.545 |
|
MS |
Campo Grande |
745.140 |
|
MT |
Cuiabá |
531.120 |
|
PA |
Belém |
1.307.728 |
|
PB |
João Pessoa |
606.820 |
|
PE |
Recife |
1.421.947 |
|
PE |
Jaboatão dos Guararapes |
567.319 |
|
PI |
Teresina |
691.616 |
|
PR |
Curitiba |
1.779.480 |
|
RJ |
Rio de Janeiro |
5.988.599 |
|
RJ |
Nova Iguaçu |
862.817 |
|
RJ |
São Gonçalo |
646.217 |
|
RN |
Natal |
720.180 |
|
RS |
Porto Alegre |
1.384.529 |
|
SP |
São Paulo |
10.331.694 |
|
SP |
Guarulhos |
1.238.442 |
|
SP |
Campinas |
1.009.837 |
|
SP |
São Bernardo do Campo |
749.275 |
|
SP |
Osasco |
710.996 |
|
SP |
Santo André |
666.399 |
|
SP |
São José dos Campos |
578.762 |
|
SP |
Sorocaba |
556.626 |
|
SP |
Ribeirão Preto |
544.067 |
Escrito por Maria Pereira às 22h23
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Boa notícia! 
Serviço mais barato de telefonia fixa
Criam cada sigla: essa é nova – Aice – e passa a valer a partir de 1º de julho próximo.
Aice = Acesso Individual Classe Especial.
O que é?
Nova opção na telefonia fixa para plano básico. Será oferecida obrigatoriamente na forma de pagamento pré-pago e terá a assinatura 40% mais barata que a atual assinatura residencial de telefone. Tem como objetivo propiciar a
progressiva universalização do acesso individual, incluindo novos domicílios ao
serviço e sendo, também, acessível a todos aqueles que não possuem outra linha
telefônica no domicílio e que buscam o controle dos gastos, que é
propiciado pela condição de pré-pagamento e pelo não recebimento de chamadas a cobrar. Nas chamadas pré-pagas originadas no Aice, o valor do minuto é o mesmo do plano básico atualmente em vigor, acrescido de uma tarifa de completamento de chamada equivalente a dois minutos. Muito interessante para aqueles que falam menos de 60 minutos por mês.
De acordo com o Regulamento do Aice, as localidades com mais de 300 mil habitantes serão atendidas a partir de janeiro de 2007. Em julho de 2007, terão acesso as localidades com mais de 100 mil habitantes e, a partir de janeiro de 2008, todas as localidades com mais de 300 habitantes poderão optar pelo novo plano de telefonia.
Escrito por Maria Pereira às 19h59
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Boa ilustração para a postagem anterior!!!
Escrito por Maria Pereira às 16h22
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O mundo se resumiu a bolhas?
Maria Pereira
Não dá mais para suportar este empacotamento dos sentidos produzido pela grande mídia. Mas que chato! Os acontecimentos exibidos nas tevês, especialmente na semana que passou, tomaram forma de bolhas, descaradamente. Se fossem ao menos bolas, gols! Mas, bolhas? Ainda bem que amanhã, o Brasil entra em campo. Depois vai ser hexa pra cá, hexa pra lá, mas aí, de tanta alegria, a gente fica como que imune às artificialidades. Desculpem-me! Não é sobre a Copa do Mundo que quero escrever.
Afinal, as bolhas geradas pela cobertura da invasão a Câmara dos Deputados, ocorrida na tarde de terça-feira (06/06), são mais graves do que as de Ronaldo. Quando os 539 integrantes do Movimento de Libertação dos Sem –Terra (MLST), incluídos 42 menores de idade, destruíram janelas, portas, mesas, computadores, a estátua do ex-governador Mário Covas, um automóvel, que seria sorteado entre os servidores da casa e estava no saguão da Câmara, ninguém entendeu nada.
Nos jornais da Rede Globo, Delis Ortiz descreveu as imagens exibidas do quebra-quebra e cortou para a fala dos políticos. Depois, ainda ouviram o líder do MLST, Bruno Maranhão, que negou o planejamento do delito. Versão logo contestada pela Polícia Civil do Distrito Federal, que conseguiu uma filmagem da preparação da invasão. O assunto continuou na pauta, principalmente dos telejornais locais e nacionais da TV Globo, até ontem, no Fantástico. Mas até agora não vi nenhuma reportagem cujo enfoque seja a motivação destas pessoas para tal atitude.
Até encontraram o endereço daquela moça bonita que aparece quebrando os terminais de computador, com uma espécie de taco de golfe, e quiseram traçar um perfil da “personagem”, mas seus vizinhos e colegas lá em Uberlândia - MG nada sabiam dizer de sua atividade como militante dos sem-terra e ficou por isso mesmo. Que bolha!
Aliás, esta semana já nasceu predestinada a ser bolha. Na segunda, seria o julgamento de Suzane von Richthofen e dos irmãos Cravinhos, que não ocorreu. Para os que adoram estes espetáculos, foi o maior fiasco, com direito a reclamação geral, inclusive dos convidados. Os jornalistas então, ficaram injuriados; bem típico. Mas nada de dizer porque isto é possível no Brasil!
Não é por acaso que ocorrem os enquadramentos padrões da mídia brasileira – sempre atenta aos modismos da mídia estrangeira . Sabemos que eles são conseqüências das técnicas, dos meios, das linhas editoriais, da própria rotina dos profissionais, de ideologias, ambições de poder econômico e político. Até toleramos as apresentações robotizadas, quando ao fim encontramos uma pitada de inteligência, uma denúncia, um quê que aguce os sentidos. Mas na semana passada, a superficialidade no tratamento das matérias jornalísticas atingiu seu ápice. Vai ver que é porque todos foram para Berlim.
Escrito por Maria Pereira às 00h01
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É PRECISO LER

JOSÉ MINDLIN Doutor Honoris Causa da UnB
"Esse é um hábito que dever ser adquirido durante a infância e em casa. Se os pais não o têm, então não vão passar para os filhos. E para que as bibliotecas cumpram o seu papel é preciso um grupo de voluntários treinado para cuidar dos leitores e orientá-los sobre literatura. Mas para isso, em primeiro lugar, é preciso ler"
Escrito por Maria Pereira às 20h12
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Dia da Imprensa deve selar compromisso com a liberdade e a democracia
A imprensa brasileira nasceu no exílio, defendendo a República, em pleno regime monárquico, e o abolicionismo no auge da escravidão. Em junho de 1808, foi lançado o Correio Braziliense, pelas mãos de Hipólito José da Costa. O jornal era editado em Londres, por conta da censura imposta pelo Império.
Relembrando este marco é que se comemora em 1º de junho o Dia da Imprensa. Esta história nos dá a medida dos desafios e o do compromisso social que o jornalista tem para com a liberdade e a dignidade humana. Esta a tradição de ser o porta-voz dos anseios populares e da democracia não pode ser esquecida. Infelizmente, nos dias atuais, a imprensa não vive um de seus melhores momentos. Problemas como a concentração dos meios de comunicação, a superexploração dos jornalistas, os ataques contra a organização profissional e à legislação trabalhista têm limitado a atuação da imprensa e circunscrevendo-a ao papel de coadjuvante nas grandes questões de nosso tempo. Acuada por estes fatores, a imprensa e os jornalistas não têm honrado sua própria história.
Por isso, na data em que se comemora o Dia da Imprensa, alertamos os jornalistas para refletirem sobre a sua responsabilidade. É preciso que recuperemos o nosso protagonismo social, para que se dê continuidade a esta tradição nascida há quase dois séculos. Assim, conclamamos todos a se unirem para defender nossa profissão, a liberdade de imprensa, a ética e a democracia nos meios de comunicação. Agindo desta forma, nossa geração honra as anteriores e colabora para a consolidação de um futuro mais justo e digno para os brasileiros.
Neste dia, prestamos tributo a todos os trabalhadores que construíram e vêm construindo a imprensa no Brasil. E deixamos expressa a nossa homenagem ao jornalista Daniel Herz, falecido no último dia 30 de maio, que dedicou sua vida à luta pela democratização dos meios de comunicação e honrou esta tradição histórica do jornalismo brasileiro.
Diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo 01/06/2006
Diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Paraíba co-assina a nota.
Meu abraço aos colegas de profissão que zelam o ofício e especialmente aos amigos e amigas da época da Universidade Federal da Paraíba - UFPB.
Escrito por Maria Pereira às 00h41
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POEMA NA MADRUGADA
FÉ
Weber Jacoud*
Que nada mais tenho,
Por onde me apresso,
Pois, a menor lei empenho,
Enquanto a ela não for impresso.
Todos em uma única lição:
O bem estará em nossas mãos?
Não tente adivinhar, quão,
O que não tem explicação!
*Weber Bibiano Jacoud nasceu em São Paulo, cresceu em Araçatuba, morou em Brasília, Mauá, Santo André e atualmente reside em Ribeirão Preto, ao lado de sua encantadora esposa Priscila. Formado em Letras e tendo cursado Ciências Sociais e Direito, agora "seu afazer é escrever poemas". Autor de Poemas Emblemas (2005), seu primeiro livro, e do recém-lançado Essência e Som, o poeta não pára e eis aí, Fé!
Escrito por Maria Pereira às 02h44
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Dê-se o respeito!
Por: Tânia Fusco
Tempos de limites pra lá de esgarçados. Vida real no melhor estilo dos Cassetas. Piada pronta day by day. Espanto atrás de espanto. Mas nossas excelências parlamentares podiam ter-se poupado de engolir cara adentro o desaforo do abusado doutor Wesley da Cunha?
“A gente aprende rápido, aqui”. O atrevimento custou prisão e algemas ao doutor, defensor da Cia Marcola. Dia seguinte, deu-lhe também o prazer de descobrir que contava com a solidariedade majoritária do povo brasileiro, que concordou com a sua ousadia e, mais uma vez, condenou a postura do nosso Legislativo.
Eles, parece, não acreditam que o povo condena sim as absolvições dos mensaleiros, os panos quentes nos sanguessugas e outras manifestações de corporativismo explícito. Condena principalmente os tratamentos diferenciados nos interrogatórios. Deselegância e agressões com os mais fracos. Delicadezas e submissões com os mais poderosos.
Essa diferença é exposta ao vivo na cobertura das televisões. Alguém diria ao Zé Dirceu, ao Bob Jefferson ou ao Daniel Dantas: “Você aprendeu bem com a malandragem...”
Não deveria ser dito a ninguém. Particularmente em procedimentos legais, no Legislativo. Não importa o tamanho da bandalha investigada, nem em que banda da História o depoente está. (Até porque é cada dia menor a fronteira entre mocinhos e bandidos pátria amada afora.) A condição de parlamentar, representante eleito do povo, exige o que, no popular, é definido como “dê-se o respeito”.
Isso vale para tudo. Do comportamento privado ao público. Não é o que temos assistido. E, no Legislativo, todos pagam o alto preço da rejeição nacional ao comportamento descomportado de um grupo – grande, é verdade, mas não de hegemônico. Até quando?
*Tânia Fusco é jornalista
Escrito por Maria Pereira às 20h30
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Meu carinho pra vocês!!
Estes dois leitores cativos deste blog recebem hoje meus agradecimentos e carinho especial: Eldo Portela (um craque em motivação) e Norma Lúcia (que me incentivou na criação deste blog). Obrigada pelos comentários!!
Além da questão tempo, tão presente para o homem moderno, devo confessar que, às vezes, falta mesmo é estímulo para escrever aqui. Mas não tenho como alegar falta de motivação para escrever após ler as solicitações de vocês. O que muito me agrada mesmo é escrever sabendo que isto se transformará em comunicação ao chegar até o leitor.
Sei que alguns bons escritores, alguns dos quais gosto muito, não se preocuparam com a publicização de suas obras. Para eles o interessante é a arquitetura do texto. Sem dúvida que a estética é fundamental, mas sempre vejo arte no dialogismo.
De Brasília
Não é sempre que Brasília dá boas histórias.
Mas nestes dias ocorreu algo hilário:
Enquanto o presidente da França visitava Brasília, num calor, sol e secura desgraçada, o seu fotógrafo oficial não “viu” o espelho d’água que fica antes da entrada do Congresso Nacional, e caiu na água com equipamento e tudo. Que falta de sorte!!!
Ta Rolando na cidade:
Festa dos Estados, no Camping Show.
Boa dica para quem quiser provar comidas típicas…
Até!
Escrito por Maria Pereira às 20h38
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Hoje Cony não escreve na Folha. Mas o artigo do Nelson Motta o substitui à altura.
Aí estão, duas boas leituras destes dias:
Cony sempre: O tempo do tempo
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult505u242.shtml
Nelson Motta hoje: Blogosfera em transe
“Basta navegar um pouco pelos principais blogs políticos – Ricardo Noblat, Josias de Souza, Jorge Bastos Moreno, os mais freqüentados da rede no momento , por motivos óbvios – para uma constatação desoladora: o nível de discussão equivale ao de um bate-boca futebolístico no botequim. Ou, na melhor hipótese, de um debate acalorado num diretório acadêmico. Cegos e surdos pelos slogans e palavras de ordem, protegidos pelo anonimato, petistas, tucanos e garotistas se equivalem em baixeza e em ignorância nas ofensas e nas acusações.
(...)
Pelos conceitos, pelo estilo e pela disponibilidade, desconfio que a grande maioria esteja teclando de repartições públicas, de sindicados, de diretórios partidários e estudantis.
Claro, há pessoas inteligentes, informadas e equilibradas, tentando contribuir com alguma racionalidade – mas invariavelmente são soterradas por uma onda de impropérios e acusações de uns aos outros, numa disputa feroz entre quem roubou antes e quem roubou mais. Parece uma guerra de quadrilhas.
Às vezes, no escurinho dos blogs, me divirto provocando esses provocadores, desordenando as suas palavras de ordem, desmoralizando as suas morais seletivas. Sei que nada balança suas certezas, é só uma oportunidade para botar para fora, ou melhor, para dentro da rede, os seus mais baixos instintos. Funciona como uma terapia, você se diverte e descarrega a tensão, se sente mais leve e volta a trabalhar como todo mundo.
Torcidas organizadas, seitas e partidos políticos to fora. Porque são os atalhos escuros que mais nos distanciam das estradas luminosas da esportividade, da espiritualidade e da cidadania.”
Bom fim de semana!
Abraço especial aos leitores cativos.
Escrito por Maria Pereira às 18h53
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Uma voz lúcida rompe o silêncio e a confusão
Após 42 dias sem postar algo aqui, volto com sentimento renovado depois de ler a entrevista do sempre ouvível Chico Buarque, concedida à Folha, no sábado (06/05).
Ilustrada traz o material, resultado da divulgação do novo CD do compositor - “Carioca”, em uma página e meia.
Mas a íntegra da entrevista só na versão on-line:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u60177.shtml
Enfim, algo inteligente sobre o momento político vivido.
Muitas águas e cabeças rolaram nesse intervalo todo que fiquei sem escrever aqui. Alguns fatos que destacamos: o caso do caseiro Nildo, o Inferno de Dante, que Palocci disse estar vivendo, a macaca velha que é a oposição atual, os votos que não cassaram deputados suspeitos, e por último, a entrevista de Silvinho Pereira, a greve do Garotinho e a nacionalização do gás boliviano.
E, claro, devemos observar o processo eleitoral. Candidaturas como a de Mercadante para governo de São Paulo já são decididas, com a diferença de que esta foi decidida no voto.
Pena que para muitos esse processo de escolha não faça sentido.
Escrito por Maria Pereira às 21h55
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